Uma das primeiras perguntas de quem pretende criar um sistema é também uma das mais difíceis de responder sem conhecer o projeto: quanto custa desenvolver um software sob medida?

Não existe um preço único porque dois sistemas que parecem semelhantes em uma descrição curta podem exigir esforços completamente diferentes. Quantidade de usuários, regras de negócio, integrações, níveis de acesso, automações, segurança e infraestrutura alteram significativamente o projeto.

Por isso, uma estimativa responsável começa pelo entendimento do problema e não por uma tabela genérica de preços.

O que realmente define o custo de um sistema?

O número de telas é apenas uma pequena parte da conta.

Um sistema com poucas telas pode possuir regras de negócio complexas. Outro, visualmente maior, pode trabalhar com operações relativamente simples.

Os principais fatores que influenciam o esforço são:

  • quantidade e complexidade das funcionalidades;
  • perfis diferentes de usuários;
  • regras de negócio;
  • integrações com sistemas externos;
  • volume e sensibilidade dos dados;
  • necessidade de importação de dados existentes;
  • automações e processos assíncronos;
  • relatórios e dashboards;
  • requisitos de segurança;
  • infraestrutura;
  • nível de disponibilidade esperado;
  • necessidade de aplicativo mobile;
  • manutenção e evolução depois da publicação.

Sistema simples não significa necessariamente sistema pequeno

Imagine uma plataforma interna para cadastrar clientes.

Se ela apenas registra nome, telefone e e-mail, o desenvolvimento é relativamente simples.

Agora imagine que o mesmo cadastro precise consultar um ERP, verificar duplicidades, controlar permissões por filial, registrar histórico de alterações, disparar documentos para assinatura e alimentar um CRM.

Visualmente ainda pode parecer “um cadastro de clientes”, mas tecnicamente estamos falando de outro projeto.

É por isso que estimar software apenas pelo número de páginas ou telas costuma gerar propostas pouco confiáveis.

O primeiro passo é definir o problema

Antes de discutir tecnologia, vale responder:

  • qual processo será melhorado?
  • quem utilizará o sistema?
  • como esse processo funciona hoje?
  • quais são os maiores problemas atuais?
  • quais sistemas já participam da operação?
  • quais informações precisam entrar e sair?
  • o que é indispensável para a primeira versão?
  • o que pode ser desenvolvido posteriormente?

Essas respostas ajudam a separar necessidade real de funcionalidades desejáveis.

MVP pode reduzir o investimento inicial

MVP significa Minimum Viable Product, ou produto mínimo viável.

A ideia não é construir um sistema ruim ou incompleto. É identificar o menor conjunto de funcionalidades capaz de colocar a solução em uso e validar as premissas mais importantes.

Em vez de passar muitos meses desenvolvendo todas as possibilidades imaginadas no início, o projeto pode ser dividido em etapas.

A primeira versão resolve o núcleo do problema. A utilização real gera informações para decidir as próximas evoluções.

Esse modelo é especialmente útil para novos produtos digitais e processos que ainda estão sendo definidos.

Software pronto ou sistema sob medida?

Antes de investir em desenvolvimento, também é importante verificar se o problema já é bem resolvido por uma ferramenta existente.

Para processos padronizados, um software de mercado pode ser mais econômico e rápido.

O desenvolvimento sob medida ganha força quando:

  • a operação possui regras específicas;
  • ferramentas existentes exigem adaptações excessivas;
  • vários sistemas desconectados criam retrabalho;
  • existe uma oportunidade de criar um produto digital;
  • tecnologia faz parte do diferencial competitivo;
  • a empresa precisa controlar melhor sua própria evolução tecnológica.

Não existe mérito em desenvolver algo que uma ferramenta pronta já resolve bem.

E depois que o sistema fica pronto?

O custo de software não termina na publicação.

Dependendo da solução, também devem ser considerados:

  • hospedagem ou cloud;
  • banco de dados;
  • serviços externos;
  • monitoramento;
  • backups;
  • correções;
  • atualizações;
  • segurança;
  • suporte;
  • novas funcionalidades.

Um bom planejamento considera o custo de operação e evolução, e não apenas o desenvolvimento inicial.

Como pedir um orçamento mais preciso?

Você não precisa escrever uma especificação técnica completa antes de conversar com uma software house.

É mais útil explicar o negócio com clareza.

Prepare informações como:

  1. problema que precisa ser resolvido;
  2. processo atual;
  3. pessoas que utilizarão a solução;
  4. sistemas existentes;
  5. integrações necessárias;
  6. funcionalidades consideradas essenciais;
  7. prazo ou evento que influencia o projeto;
  8. expectativa para a evolução futura.

A equipe técnica pode transformar essas informações em requisitos e arquitetura.

Por que propostas podem variar tanto?

Empresas podem estar estimando escopos diferentes mesmo quando receberam a mesma apresentação inicial.

Uma proposta pode considerar apenas desenvolvimento. Outra pode incluir design, gestão, testes, infraestrutura, implantação e sustentação.

Também existem diferenças importantes na senioridade da equipe, processo de qualidade e profundidade utilizada para entender o projeto.

Por isso, compare principalmente o que está incluído, quais premissas foram adotadas e como mudanças de escopo serão tratadas.

Preço isolado conta apenas parte da história.

Conclusão

A pergunta mais útil não é simplesmente “quanto custa um sistema?”, mas:

o que precisamos construir para resolver este problema e qual é a forma mais eficiente de chegar lá?

Com um escopo inicial bem definido, é possível estimar investimento, prazo e etapas com muito mais segurança.

Está avaliando o desenvolvimento de um sistema?

A Jumps desenvolve sistemas web sob medida e pode ajudar sua empresa a transformar o cenário atual em um escopo técnico de projeto.

Fale sobre seu projeto →

Relacionado: Sistemas Web · Integrações e APIs · Sustentação e Evolução · Sistema sob medida ou software pronto: como decidir? · Quanto custa manter um sistema depois que ele entra em produção?.